DA PRODUÇÃO DO CINEMA À SALA DE AULA: Kleyton Canuto

Kleyton Jorge Canuto (32) é de Campina Grande, graduado em Comunicação Social pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), onde atualmente exerce a função de professor no curso de Jornalismo. Sua atuação está voltada para a formação em audiovisual, documentário, produção, cidadania, movimentos sociais e contra-hegemonia.

 

 

“Desde cedo, durante a minha adolescência sempre tive uma relação com o cinema muito próxima, devido a gostar de assistir diversos filmes, daí tive a curiosidade de como seria a produção desses filmes”.

 

 

 

Como ele cursava Jornalismo na UEPB e Arte e Mídia na UFCG, esta foi uma forma de incorporar os dois saberes que ele estava aprendendo, que seria o documentário jornalístico para depois o documentário audiovisual.

Esses temas sempre foram uma área onde ele se sente bastante confortável, tendo em vista que envolve a pesquisa jornalística, apuração de fatos, checagem da informação e possibilita uma liberdade criativa e estética para produzir o produto audiovisual.

 

Para Kleyton, é importante a utilização do cinema e do audiovisual como ferramentas pedagógicas nas universidades: “É ótima e de extrema importância, considerando-se que o aluno é incorporado a entrar num processo de produção audiovisual para sua aprendizagem, seja sobre o próprio documentário, ou por algum tema específico, o aluno acaba tendo uma oportunidade de trabalhar o olhar e a percepção de uma maneira mais aguçada e potencialmente ampliada”.

 

Ao analisar a importância do documentário audiovisual no cenário nordestino, o professor Kleyton acredita que o: “Documentário seja o grande espelho do nordestino, mas do que a ficção, em razão de que a ficção cria um nordestino imaginário, um nordeste que por vezes inventado e uma parcela pequena é aquilo que realmente é realidade. O documentário que consegue revelar o nordeste oculto, profundo, místico, feitos por homens e mulheres com muito suor e sangue dentro de uma paisagem belíssima que é a caatinga, o agreste e o litoral”.

 

Segundo Kleyton, um dos desafios encontrados no seu cotidiano profissional é conseguir trabalhar temas interessantes com profundidade, numa linguagem acessível e também a questão da duração dessa produção, dado que, cada vez mais temos diversos tipos de formatos e alguns menores, ou seja, conseguir aliar a idéia de um documentário onde ele consiga render bem, seja em uma plataforma de streaming, seja no cinema, na TV a cabo, e em todos os formatos de exibição.

 

Outro desafio enquanto a produção, é a questão de conseguir encontrar temas, personagens e histórias interessantes que precisam ser contadas. Daqui a cinco anos, Kleyton se vê fazendo que ele mais gosta, que é lecionar e produzir seus filmes.

 

FICHA TÉCNICA:

 

Fotos e reportagem: Ariadne Gabriela, João Emanuel, Steffanie Alencar, Roméria Rodrigues e Verton Nathan.

Monitoria: Dalisson Markel

Supervisão Editorial: Rostand Melo

Agradecimento: Kleyton Canuto

 

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