• Beatriz Ferreira, Erickson Nogueira

As Raízes Culturais das feiras livres de Campina e Solânea


Feira Central de Campina Grande

A Feira Central de Campina Grande nasceu junto com a cidade, e como todas as feiras livres têm suas peculiaridades, histórias, beleza, cor, força e também muito amor. Amor pelo que fazem e pelo que vivem dentro dela. Tal tradição de comprar seu mantimento da semana, trocar objetos e vender, faz com que ocorram encontros, conversas, novas amizades entres os feirantes e os compradores. Há alguns meses recebeu o título de patrimônio imaterial cultural do Brasil pela Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que foi o primeiro entregue no estado da Paraíba.

Para Dona Alzira, que trabalha à 30 anos na área de açougue, a feira é uma benção na sua vida. Criou os seus filhos sozinha após perder o seu marido e ter que conciliar as duas atividades. Formou os seus filhos com o suor de lá, e tudo isso é a sua vida, conta-nos com um sorriso nos lábios. Ela também diz ser compositora e sonhar em estudar comunicação social.

Segundo Dona Maria do Carmo, 68, uma das pioneiras da feira de flores, que há mais de 40 anos trabalha lá, tira o sustento de toda sua família com a venda das mesmas. Muito dos tipos de flores, exóticas, como por exemplo, as celsas e as flores monsenhor, levadas para lá por ela, e por muitos anos ela forneceu essas flores para o IML e as mortuárias da cidade.

Feira Livre de Solânea/PB

Das importantes feiras livres do cenário paraibano, a de Solânea é uma das que se destaca como importante centro comercial do brejo paraibano. Consigo, abrange cidades, histórias e pessoas, e para a feira livre da terra das solanáceas, tradição não falta. Pela boca de seu povo se traz as melhores vivências. Para os mais velhos, a tradição de ir para a feira todos os sábados é quase como obrigação, anos e anos repetindo os mesmos hábitos de gerações passadas e os mesmos transmitem essa tradição para as gerações atuais e futuras.

Transportes lotados de toda a zona rural do município torna abundante o volume de pessoas no local, engrandecendo a esperança para os comerciantes na venda de seus produtos e obterem seus lucros. Comerciantes estes que vêm de diversas cidades, como Guarabira e Remígio, diversificando produtos e culturas, engrandecendo as tradições solanenses.

FICHA TÉCNICA:

Fotografia, Reportagem e Texto: Beatriz Ferreira, Erickson Nogueira, Léia Marques, Railson Lopes

Monitoria: Carla Miranda

Supervisão Editorial: Rostand Melo

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Supervisão Editorial: 

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