• Elisângela Andrade, Filipe Tavares, Isabelle Souto

Artur Lira: fã, músico e jornalista


Muitos o conhecem através do seu trabalho diário, como jornalista, porém hoje, você conhecerá o outro lado do nosso personagem: mais íntimo, porém não menos importante. Sangue fã, músico e jornalístico nas veias: esse, é Artur Lira.

Enquanto a equipe do Coletivo F8 montava os equipamentos, nosso personagem tocava e o bate papo que tivemos a seguir não podia ser mais interessante. Relembrando sua adolescência, ele contou que em sua casa, seus pais estavam sempre com o som ligado. Entre sorrisos, falava de quando os dias amanheciam assim e ele já acordava feliz. Alana Maria, sua mãe, gostava de ouvir Chiclete com Banana e seu pai, José Arnaldo, Asa de Águia.

Artur contou que, quando era menor, queria ter todos os instrumentos que via. “Eu acho que quando uma criança vê um instrumento, ela se interessa, acha bonito”, disse. Por isso, comprou uma flauta doce, aprendeu muito pouco e como numa brincadeira de criança, logo perdeu o interesse. Ele só surgiu quando, aos 12 anos de idade, juntou o dinheiro do lanche e pediu para que a sua mãe completasse a quantia que faltava para comprar seu primeiro violão. O preço: 50 reais. “Eu achava massa você pegar um violão, reunir os amigos, fazer uma roda e ficar tocando”, completou.

Com o auxílio de uma revista, Artur aprendeu a tocar violão sozinho. Para ele, os primeiros dias foram difíceis, com seus dedos doloridos das cordas de aço, que colocou em um violão próprio para cordas de nylon. Os resultados não podiam ser outros: braço do violão empenado, calos nos dedos e música nova.

A primeira música que ele aprendeu a tocar foi “Quando o sol bater na janela do seu quarto”, da banda Legião Urbana e, claro, não parou de praticar. “Eu passei um mês tocando essa música, todo dia. Dez vezes por dia era pouco, minha mãe já não aguentava mais ouvir. Mas quando você espera alcançar algo, você precisa ter coragem para dar o primeiro passo", contou.

Não demorou muito e a música virou uma responsabilidade e quando Artur foi chamado para tocar na igreja, ele se aprimorou. Com carinho, enquanto segurava segura seu violão, relembrava das reuniões de oração e do Grupo Jesus,na Paróquia São José, no bairro do José Pinheiro. “Quando eu comecei a tocar na igreja, eu tive que aprender na marra, porque não podia errar", explicou.

O jornalista falou ainda que foi a música que o levou a escolher o curso de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, área em que atua. Naquela época, seu sonho era trabalhar em um programa musical. Ele explicou que quando era mais novo, todos os dias, sintonizava o rádio e acompanhava o programa “Alegria Geral” e no terceiro ano do Ensino Médio, dirigiu uma rádio na escola em que estudava.

Hoje, sua área de atuação é o telejornalismo e a música é um hobby. Sobre isso, ele contou que não se refere a si como um músico, mas como um jornalista que sabe tocar violão e guitarra. Porém, além desses instrumentos, o comunicador também toca bateria, teclado e sanfona. Desses, o que ele mais gosta, sem dúvidas, é o violão. " Eu o prefiro por ser acústico. Por isso ele tá sempre andando comigo", disse.

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Sua banda preferida, como herança do seu pai, é a Asa de Águia. Para ele, as músicas da banda têm histórias bonitas e que falam de coisas importantes para

a vida. Mas sobre a impressão que as pessoas têm do estilo musical, criticou: “elas [as pessoas] relacionam as músicas de axé, aos hits de carnaval. Mas os artistas sempre passam uma mensagem através de suas músicas.”

Confira algumas fotos no slide show:

Atualmente, Artur toca guitarra em uma banda de heavy metal, a Garagem de Vinil. E essa história começou quando ele foi assistir a um ensaio da banda e percebeu que estava faltando uma guitarra base na composição. Nela, já havia um baterista, um guitarrista, um baixista e um vocalista. "Marcando um show depois das 22h, eu toco", disse. E assim tem sido: o jornalismo em primeiro lugar e a música pra se divertir.

Sendo um grande admirador do cantor Durval Lelys, Artur contou que seu maior sonho é, um dia, tocar com ele no palco. Ao todo, são mais de 40 abadás e 50 CD's colecionados pelo jornalista que não nega sua paixão, é um fã declarado. Dos CD's, 22 são da banda Asa de Águia.

"Só quem acompanha sabe o que é sentir a energia de um show." Artur Lira

Mas enquanto não realiza o seu sonho, uma das maiores realizações que Artur teve, esse ano, foi quando tocou no palco d’O Maior São João do Mundo. “Meio que numa brincadeira, me chamaram pra tocar lá, no karaokê.” Naquele momento, um filme passava em sua cabeça. “Quando eu parei de tocar, meus amigos que estavam lá insistiram pra eu tocar uma música de Durval e eu toquei “Dia dos Namorados”. Foi um momento muito mágico e o primeiro a tocar axé n’O Maior São João do Mundo fui eu”, brincou.

Confira mais fotos do ensaio no slide show:

FICHA TÉCNICA:

Fotografias: Nayara Cordeiro, Sara Silva e Elisângela Andrade

Texto: Isabelle Souto, Filipe Tavares e Sara Silva

Pós produção: Nayara Cordeiro, Rodrigo Silva e Sara Silva.

Supervisão editorial: Rostand Melo

Locação: American Bar

Agradecimentos: Artur Lira, Pedro Mota e Rostand Melo

#Jornalismo #Música #Axé

Supervisão Editorial: 

Rostand Melo (DRT-PB 2717)

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Projeto de extensão - cota 2019/2020

Edital nº 02/2019 - PROEX/UEPB 

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