• Mariana Fernandes e Érica Pereira

Casos de violência doméstica aumentam durante a pandemia

Vítimas de violência doméstica vivem um verdadeiro pesadelo tendo que conviver 24 horas com seu agressor devido ao isolamento social


ALERTA DE GATILHO: Matéria inclui fotografias que simulam uma ocorrência de violência doméstica.


Em março de 2020 a Covid-19 foi caracterizada pela Organização Mundial da saúde como uma Pandemia. O isolamento social foi a principal medida para o combate do novo Corona Vírus, logo, todo o mundo precisou dar uma pausa na rotina da vida normal. Nesse momento, o lar deveria ser o lugar de refúgio e proteção, mas infelizmente vítimas de violência doméstica além de enfrentar o caos do mundo lá fora tiveram que travar outra batalha dentro da própria casa.


Segundo dados da Agência Brasil, durante a quarentena os casos de feminicídios aumentaram 22,2%, em 12 estados brasileiros.

De acordo com Luciana Basílio, assistente Social há possibilidade dos números serem maiores, já que nesse momento as denúncias, boletins de ocorrências e atendimentos estão sendo feitos de forma online.



Desse modo, mulheres que não possuem celulares ou não tem acesso direto a internet se veem no beco sem saída, pois sem os meios elas não conseguem realizar a denúncia, tendo que suportar essa situação sem ajuda.


Luciana, assistente social, acrescenta que os companheiros dessas vítimas já praticaram algum tipo de agressão contra essas mulheres, seja violência psicológica, verbal ou sexual.

Nesse período de isolamento tendo que conviver 24 horas juntos, as questões internas e externas influencia no comportamento dos agressores, fazendo a tensão aumentar, tendo como consequência a violência física, ou até mesmo a morte da vítima.



Confira mais fotos no slideshow:



A Lei Federal nº 11.340 intitulada Lei Maria da penha foi criada no ano de 2006. No art. 5º violência doméstica e familiar é definida como “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”.


O intuito dessa lei é assegurar a proteção das vítimas, mas vários fatores contribuem para que elas não denunciem, motivos como: dependência financeira, manipulação emocional, filhos, vergonha, medo da morte e medo este que intensificou na quarentena. Apesar de existir meios para realizar a denúncia de forma remota, o seu agressor ver nesse cenário uma forma de controlar a vítima impedindo-a de concluir a queixa, contribuindo para que esse ciclo de agressões não tenha fim.


Devido todas essas circunstâncias, mulheres vítimas de violência doméstica e familiar sofrem traumas, tortura, depressão e angústia constantemente, tudo isso por causa de um "homem". A vítima dorme, mas na incerteza de acordar viva. Toda sociedade deve atentar-se mais com as mulheres ao seu redor, em casos de presenciar ou ser vítima de qualquer ato violento denuncie, ajudem essas mulheres a resgatar sua autoestima e lutar pelos seus direitos.


Para realizar a denúncia disque:

• 180 (Centro de Atendimento à Mulher para maiores de 18 anos) funcionam 24h em qualquer lugar do Brasil envolvendo feriados e fins de semana.

• 100 (Direitos Humanos para menores de idade, idosos, ou pessoas com deficiência)

•Aplicativo: Direitos Humanos Brasil (violências contra mulheres, crianças ou adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência e outros grupos sociais) disponível para android e IOS. Há a possibilidade de anexar arquivos, como fotos e vídeos.

• Campanha “sinal vermelho” ajuda mulheres a denunciar, basta a vítima mostrar um sinal vermelho na mão ao atendente ou farmacêutico, eles iram saber que se trata de uma denúncia e vão acionar a polícia para que conduza o acolhimento da vítima.


FICHA TÉCNICA

Fotografia: Mariana Fernandes Érica Pereira

Reportagem e texto: Mariana Fernandes Érica Pereira

Maquiagem: Camila Silva

Modelo: Luana Camelo Afonso Gonçalves

Monitoria: Josineide Barbosa

Supervisão editoral: Rostand Melo


*Fotoilustrações na pandemia:

O Coletivo F8 optou por produzir matérias do gênero “ilustrações fotográficas” durante a pandemia como forma de manter a produção dos estudantes de fotojornalismo da UEPB respeitando os protocolos de distanciamento social. As fotoilustrações permitem ao fotógrafo criar uma cena com o objetivo de representar visualmente um tema ou pauta. O uso de objetos, cenários e, em alguns casos, edição de imagens é comum neste gênero

Supervisão Editorial: 

Rostand Melo (DRT-PB 2717)

coletivof8.foto@gmail.com

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Edital nº 02/2019 - PROEX/UEPB 

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