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  • Por: Anna Karla , Maria Alzira e Nize Cavalcante

Mulheres no esporte: A história de Rose Barros no futebol e no Karatê

Atualizado: 5 de dez. de 2022


Foto: Nize Cavalcante

Rose Barros é natural de Campina Grande, é a mais nova de seis irmãos, e desde pequena já mostrava seu gosto pelo universo do esporte. Quando criança gostava de brincar com a bola e de "lutinha", apresentando o interesse pelo futebol e o karatê. Flamenguista, Rose sempre ia com seu pai assistir aos jogos no estádio do Amigão. Com seus 11 anos, a partir da sugestão de um conhecido, começou a treinar karatê no Amigão, em Campina Grande.

Graduada em Educação Física pela UEPB, Rose sempre frisa que desde cedo teve o apoio e o incentivo de seu pai, que sempre a motivou a continuar caminhando até o seu sonho. Em 20 anos de Karatê, Rose foi 15 vezes campeã paraibana. No futsal seu time se consagrou campeão na 3º Copa Tropeiros, sendo eleita a melhor jogadora de todo o campeonato.


Conheça mais detalhes da trajetória de Rose na entrevista:


Foto: Nize Cavalcante


01. Como surgiu a paixão pelo esporte? "Pelo futebol surgiu quando eu era criança, brincava muito na rua. E o karatê eu já treinava porque um vizinho nosso ensinava."

02. Qual foi o maior desafio enfrentado para chegar até onde está hoje?

"O maior desafio, sem dúvidas, foi a falta de patrocínio. Pois, minha família não tinha condições de me manter no esporte. Como não tive uma boa base, um bom mediador, participava com ajuda dele que sempre me humilhou, e de terceiros, assim, pude participar de competições fora do estado."

Foto: Anna Karla

03. Já pensou em desistir do esporte? "Já pensei em desistir várias vezes, principalmente na minha adolescência, que realmente não tinha como me defender das humilhações que eu passava nos treinos, e a falta de patrocínio. Mas, veio o bolsa atleta estadual que na época (2003 a 2006) me ajudou muito e eu pude ajudar em casa também."

04. Tem apoio da família? "Sempre tive apoio da minha família, principalmente do meu pai que nunca teve preconceito e sempre dizia que eu ia ser alguém na vida através do esporte, que eu iria crescer e ser diferente. E ele teve razão, o esporte mudou a minha vida!"

05. A quanto tempo pratica? "De 1999 a 2015 fui atleta efetiva de karatê, e de 2012 até então sou atleta amadora de futebol (jogo mais futsal), então são 22 anos de prática."

Foto: Maria Alzira

06. Como é pra você praticar esporte sendo mulher? Sente preconceito?

"Comecei criança e todo meu desenvolvimento corporal foi no esporte. Fui muito assediada por isso, e pouco senti o preconceito, mas sobretudo isso não me atrapalhou, pois nunca cedi a certos assédios."


07. Já escutou alguma gracinha por ser mulher e está inclusa no esporte?

"Ouvi pouco, mas como era comum no meio no qual eu vivia não soava tão agressivo. Ouvia muito o pessoal dizer: "ela vai ser sapatão", ou "isso não tem futuro nenhum, vai acabar na cozinha e limpando chão". Nunca tive nada contra tudo isso, e ajudei muito minha mãe trabalhando nas casas dos outros, mas meu pensamento sempre foi estudar e treinar, e cá estamos, contando a minha história!"


Confira mais imagens no slide-show:


 

FICHA TÉCNICA

Fotografia, texto e reportagem: Anna Karla, Maria Alzira e Nize Cavalcante Monitoria: Ester Vasconcelos

Supervisão editorial: Rostand Melo


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