• Gradvolh Abrantes - Maylda Alves - Solange Farias

O silêncio mata: Feminicídio cresce 22% no Brasil com a pandemia


ALERTA DE GATILHO: Matéria inclui fotografias que simulam uma ocorrência de violência doméstica.



Com as medidas de isolamento social, causadas pela pandemia do novo Coronavírus, houve um crescimento nas ocorrências de violência doméstica em todo o mundo. Em muitos casos a agressão chega a feminicídio, ou seja, ao extremo de causar a morte da vítima.


No Brasil, o cenário não é muito diferente, apesar de ter tido uma redução nos casos de lesão corporal, mas o número de mulheres assassinadas aumentou 22,2% de março a abril de 2020, em relação ao mesmo período do ano passado. Os casos se concentraram em alguns estados como Acre que teve um aumento de 300%. É o estado que registra um aumento assustador, ficando assim no topo.


Os dados são do levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O relatório "Violência Doméstica durante a Pandemia de Covid-19" foi produzido a pedido do Banco Mundial e divulgada no dia 1º de junho deste ano. O documento usa como referência as informações coletadas com órgãos de segurança de 12 estados brasileiros. A Paraíba não está na lista.


Com as medidas protetivas, que é de direito das mulheres vítimas de agressões, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340), que está em vigor deste 2006, pode ser concedida por um juiz mesmo que não tenha instaurado inquérito policial ou processo civil. Esse direito é totalmente garantido por lei às vítimas.


“Meta a colher sim”! Nestes casos de agressão pode sim salvar vidas, da maneira mais fácil e barata que é de casa mesmo, ligando para o número gratuito 180 “central de atendimento da mulher” que fica (24h) de plantão. Salve vidas, não seja cúmplice.


Com a pandemia, muitas mulheres perderam sua rede de apoio, além de serem obrigadas a conviver com o agressor. A violência não é só mente física, em muitos casos é a psicológica, causando danos emocionais e a diminuição da autoestima, levando a vítima se achar incapaz de sobreviver sozinha. E sendo assim se submeter a viver com um agressor violento que poderá causa a morte da vítima.


“Confira mais fotos no slideshow”


Ficha Técnica:

Fotografia: Solange Farias

Reportagem: Gradvolh Andrade e Maylda Alves

Monitora: Andresa Costa.

Supervisor editorial: Rostand Melo

Modelo Fotográfica: Noemi Farias

Supervisão Editorial: 

Rostand Melo (DRT-PB 2717)

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