• Felipe Cavalcanti, Ítalo Silva e Juliana Oliveira

Os efeitos da pandemia nos setores acadêmicos e empresariais



Devido o surgimento da pandemia do Covid-19 e reconhecimento da fácil proliferação do vírus, diversos setores tiveram que paralisar suas atividades por tempo indeterminado. Entretanto, sentindo a crise causada, tiveram que usar da tecnologia para se adaptarem aos seus trabalhos. Temos como exemplo os setores da educação tanto a infantil, quanto a superior, que passaram por uma reestruturação na sua forma de ensino, se adequando ao virtual, o que terminou levantando o debate sobre a democratização da educação. Os setores empresariais também tiveram que se adaptar ao trabalho em casa, denominado home office.


O ensino remoto no setor infantil ainda é um desafio enorme, já que muitos não têm acesso à internet. Segundo a UNICEF (Fundo Internacional das Nações Unidas para a Infância), mais de 4 milhões de crianças e jovens na faixa de 9 a 17 anos não possuem nenhuma forma de conectividade em casa, o que gerou grandes dificuldades para as crianças que tiveram sua educação interrompida por conta da pandemia.


Nesse momento, os estudantes precisam ter apoio de seus pais, não só para ajudar nas atividades, mas também no apoio emocional. Visando o aprendizado, o governo estadual ofereceu aulas através de TV aberta e rádio, dando apoio também a população de baixa renda que não possui acesso a tecnologia.



Além do ensino básico, o ensino superior também foi afetado pelos efeitos da Covid-19. Por causa disso, as aulas em algumas das instituições públicas e privadas de graduação, foram submetidas ao formato das aulas remotas, trazendo uma constante fase de adaptação tanto para o alunado quanto aos professores. Esse formato de aulas remotas que foi implementado, entra para o seu primeiro mês de testes na Universidade Estadual da Paraíba. Com Campus vazio, a UEPB é um exemplo disso, mantendo seu funcionamento acadêmico apenas via internet.


O método de ensino remoto, trouxe consigo algumas dificuldades. A falta de conectividade e as limitações que a pandemia impôs aos alunos, colocou em pauta algumas questões sobre desigualdade social e a falta de recursos que pudessem possibilitar que pessoas em situação de vulnerabilidade social participassem das aulas online. Diante de tais limitações, ainda não se fala de uma volta presencial às aulas, levantando uma hipótese de aulas EAD em formato definitivo, pelo menos no decorrer de 2020.


O professor José Cristovão de Andrade, dirigente da Pró-Reitoria de Cultura da UEPB, não vê esse formato de aulas online como algo definitivo para as universidades, ressaltando também a importância do contato para a produção de conhecimento “O ensino requer a interação direta, contato, a avaliação desse saber direto e a sala de aula é fundamental a sua manifestação”, avalia.


Andrade ainda cita alguns exemplos que comprovam a necessidade do contato humano e frisa que nada substitui a presença do professor “Pegando, por exemplo a Pró-Reitoria de Cultura, o nosso contato direto é muito interessante. O teatro requer o contato humano. A música, a tela em si não dá a sensação para o cantor, para o autor da música. A dança, o espírito dela é o corpo, é aquela parte de fazer e o público que aplaude, que participa. Todas essas modalidades artísticos culturais (requer) o calor humano”.


Já quando se trata do processo da democratização do ensino, Andrade reconhece a desigualdade social presente em todo o mundo, por questões econômicas, culturais, sociais e educacionais, logo se faz necessário a equidade de vida e garantia de condições de acesso da nova tecnologia para todos. E ainda reconhece a importância do auxílio conectividade da UEPB, mesmo com toda dificuldade de acesso de alunos, professores, técnicos, mas a mesma tem buscado alternativas. Afinal, “A universidade pode contribuir e tem que oferecer melhor estrutura para todos, para se manter com qualidade no ensino.”


A estudante de jornalismo, Stella Costa, relatou que teve grandes dificuldades de adaptação logo no início e chegou a cogitar trancar o curso. Para ela é uma diferença enorme até por se tratar de um curso como Jornalismo, que exige muito do modelo presencial e sente falta do olhar face à face. A mesma ainda ressalta que o modelo EAD é acessível, facilitando o acesso à informação e formação acadêmica. Mesmo com suas limitações, o ensino à distância permite que várias pessoas aprendam e ganhem seu espaço, abrindo portas e janelas para quem quer, quem sonha e quem vai atrás.


HOME OFFICE


Em consequência da Covid-19 e do isolamento social, a economia mundial se manteve em estagnação, tendo seu ápice de baixa econômica durante os momentos de lockdown. Muitos países e cidades que utilizavam o turismo como fonte de renda, tiveram que fechar suas barreiras, aeroportos e suas fronteiras para evitar a disseminação e o contato com o vírus. Além do turismo, muitas empresas tiveram que demitir seus funcionários ou se adequar ao novo método de trabalho através de suas casas, o Home Office.


O trabalho feito com o auxílio das plataformas digitais, durante o distanciamento social, facilitou um retorno do desenvolvimento da economia. Em alguns casos até facilitando a divulgação dos produtos pelo alto poder de alcance que tem a internet. Devido ao fechamento das empresas e lojas, muitos microempreendimentos surgiram com a necessidade de ter uma fonte de renda. Um desses exemplos, foi a produção e a venda de máscaras em casa, que ajudou no sustento de muitas famílias brasileiras que não tinham uma fonte de renda alternativa.


Se adequando ao Home Office, os empresários tiveram um novo jeito de fazer dinheiro. As lojas ganharam sites próprios, facilitando o atendimento e as clínicas de atendimento psicológico ganharam clientela de outros estados. Dessa forma, muitos ainda pensam em manter, além do atendimento presencial, o modelo de trabalho à distância.


Confira mais fotos no slideshow:

FICHA TÉCNICA

Fotografia: Ítalo Silva e Juliana Oliveira

Reportagem: Felipe Cavalcanti, Ítalo Silva e Juliana Oliveira

Monitoria: Andresa Costa

Supervisão editorial: Rostand Melo

Locação: UEPB - Universidade Estadual da Paraíba

Banco de imagens: PikPng, Gratispng e PngFind


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*Fotoilustrações na pandemia:

O Coletivo F8 optou por produzir matérias do gênero “ilustrações fotográficas” durante a pandemia como forma de manter a produção dos estudantes de fotojornalismo da UEPB respeitando os protocolos de distanciamento social. As fotoilustrações permitem ao fotógrafo criar uma cena com o objetivo de representar visualmente um tema ou pauta. O uso de objetos, cenários e, em alguns casos, edição de imagens é comum neste gênero.

Supervisão Editorial: 

Rostand Melo (DRT-PB 2717)

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