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  • INGRID KAELY CRUZ FERREIRA

Parque de Bodocongó: um espaço público, inclusivo e sustentável


(Pessoas praticando atividades físicas. / Foto: Ingrid Kaely)

A Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com 193 países membros, elaborou no ano de 2015 a “Agenda 2030”, sendo constituída por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os 17 Objetivos buscam assegurar os direitos humanos, com metas que envolvem a preservação do meio ambiente, a importância da sustentabilidade, a melhoria da saúde, e principalmente, a garantia de uma vida digna e de qualidade para as pessoas em todos os espaços de convivência.


O 11° Objetivo dessa Agenda, denominado “Cidades e comunidades sustentáveis", propõe aos seus colaboradores tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Até o ano de 2030, busca proporcionar o acesso universal a espaços públicos seguros, inclusivos, acessíveis e verdes à todas as pessoas. Assim, o Parque de Bodocongó é um espaço que contribui para o alcance de tal meta, pois promove lazer, inclusão e bem-estar aos visitantes.


O Parque de Bodocongó, localizado na cidade de Campina Grande-PB, foi planejado com o intuito de promover uma melhor qualidade de vida para os moradores locais, tendo em vista que o bairro de mesmo nome sofria uma grande desvalorização e necessitava de um ambiente de lazer e promoção de bem estar. O espaço, que pertence ao governo do Estado, teve a primeira parte de suas obras inauguradas no ano de 2017.


(Meninos bricando em uma gangorra do playground. / Foto: Camila Lívia)

O local compreende uma vasta área de 62.000m², que dispõe de pistas de caminhada e de skate, quadras poliesportivas, ciclovias, anfiteatro, pier, banheiros com acessibilidade, quiosques de alimentação, estacionamento inclusivo, academia de ginástica e playgrounds para crianças.


Ainda, conta com uma Unidade de Polícia Solidária (UPS), responsável por garantir a segurança e realizar rondas noturnas no parque. O quadro de funcionários do parque é composto por oito prestadores de serviço, sendo um Administrador, um Auxiliar Administrativo que ajuda no marketing e divulgação nas mídias, três destinados aos serviços operacionais e três para a vigilância.


Antes da pandemia, o horário de funcionamento do local era das 6h00 da manhã às 21h00 da noite, onde normalmente recebia um grande fluxo de pessoas. Porém, com o surgimento da pandemia, que comprometeu diversos setores da sociedade, a funcionalidade do parque também foi altamente afetada, e com a facilidade de proliferação do vírus da COVID-19, em 2020 o espaço foi obrigado a fechar seus portões e encerrar suas atividades. Por dois anos parado, o ambiente foi se degradando e perdendo a beleza e atualmente passa por revitalização.


O parque foi reaberto em agosto de 2022.


(Menino andando de skate. / Foto: Giovana de Lima)

Riquelme, visitante recente do parque relata que utiliza o espaço para lazer e divertimento, porém traz à tona uma problemática de que apesar de possuir uma estrutura boa, ele percebe que há um descuido com o espaço.


" O parque tem uma estrutura boa, mas ainda é muito desvalorizado pelo governo. As cestas de basquete estão acabadas e a iluminação não funciona. O parque fica muito ao acaso", relata o visitante.

Atualmente, com a reabertura pós-pandemia, o Administrador Josinaldo Mendes explica que está havendo uma revitalização do espaço, e alguns serviços estão sendo feitos, tais como: a irrigação e a manutenção em toda a área verde e substituição do sistema elétrico, com a troca de lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de LED, uma opção mais sustentável. Como também, 700 mudas de árvores foram plantadas. Apesar disso, ainda se pretende arborizar mais o ambiente, para assim, obter um ambiente verde, com ar puro e lugar de sombra.


(Josinaldo Mendes, administrador do parque. / Foto: Maykon Santos)

No relato de uma frequentadora do local, Rosângela declara que teve começo de depressão e que por conta da pandemia havia deixado de apreciar o ambiente do parque, mas que agora tem retomado a sua rotina de circulação e apreciação do espaço, reafirmando que isso tem feito bem para a sua saúde mental. Perguntada se havia percebido alguma diferença no espaço, ela diz que atualmente não há a alta circulação de pessoas como ocorria antes da pandemia, arriscando-se em dizer que isso se deve ao receio das pessoas quanto ao vírus.


" Voltar ao parque me ajudou bastante, eu estava tendo muita crise de ansiedade e agora estou bem melhor, tudo é questão de você se levantar e não se entregar" , menciona Rosângela.

Confira mais fotos no slideshow:


 

FICHA TÉCNICA:

Produção fotográfica: Camila Lívia, Giovana de Lima, Ingrid Kaely e Maykon Santos

Entrevistas: Ingrid Kaely e Maykon Santos

Produção textual: Camila Lívia, Giovana de Lima e Ingrid Kaely

Supervisão editorial: Rostand Melo





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