• Eduarda Santos, Eduarda Batista e Luiza Farias

Novos hábitos que ganharam lugar no dia a dia devido à pandemia


Foto_ Eduarda Batista

Nos últimos anos a rotina do mundo inteiro precisou mudar e se adaptar com as limitações impostas pelo novo desafio a ser combatido pela humanidade. Em meio a crise sanitária causada pelo novo Coronavírus (Covid-19), alguns hábitos foram inseridos no dia a dia das pessoas com o objetivo de conter o avanço da doença. A pandemia e suas consequências refletem em diversos aspectos do cotidiano, diante deste fato, novos costumes estão cada vez mais presentes na rotina de muitos.


No final de 2019, o mundo se viu em um cenário diferente daquele que era habitualmente acostumado. Um vírus, até então desconhecido, aparecia na cidade chinesa de Wuhan e foi se espalhando pelo mundo. Mas, ninguém poderia imaginar o impacto que causaria. No rosto um novo acessório, a máscara. Nas mãos, o álcool em gel. E na mente, uma necessidade absurda de se manter bem e com saúde.


As pessoas se viram obrigadas a ocupar seu tempo dentro de suas casas e uma série de comportamentos foram mudados. A saúde e o bem-estar, por exemplo, ficaram em primeiro plano, muito por causa da própria Covid-19, mas também para tornar esse período de isolamento social em algo alentador. Listamos a seguir alguns que ganharam força no cotidiano da população brasileira no contexto da pandemia.



A LEITURA COMO ALIADA DA SAÚDE MENTAL


A pandemia da Covid-19 estimulou diversos hábitos, e não foi diferente com o consumo de livros. Uma das alternativas que as pessoas encontraram para se desconectar da realidade e viajar por vários pensamentos, lugares, culturas e até aprender sobre inúmeros assuntos foi através da leitura.


Um grande aliado para o desenvolvimento da prática foi o crescimento das plataformas digitais que possibilitam a compra dos exemplares de forma on-line, visto que as pessoas se sentem mais seguras realizando esse serviço de dentro de casa, e em alguns casos, auxiliando aquelas livrarias físicas que precisaram fechar as portas em alguns momentos mais críticos da pandemia.


A prática foi uma grande aliada para a manutenção e cuidado com saúde mental de diversas pessoas, segundo a Amazon os livros mais vendido pela empresa no ano de 2020 foram respectivamente: ‘Pequeno manual antirracista’, de Djamila Ribeiro; ‘Mulheres que correm com os lobos’ de Clarissa Pinkola Estés; e o clássico ‘1984’, de George Orwell.



A AUTOMEDICAÇÃO E SEUS RISCOS


Em contrapartida, a ansiedade abriu espaço para a automedicação, prática que durante a pandemia aumentou significativamente, trazendo riscos que podem causar graves problemas à saúde.


Entre os medicamentos que tiveram aumento nas vendas, conforme a pesquisa, estão Hidroxicloroquina, Paracetamol, Dipirona Sódica, Colecalciferol (Vitamina D) e Ácido Ascórbico (Vitamina C).


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) calcula que 18% das mortes por envenenamento no Brasil podem ser atribuídas à automedicação, e 23% dos casos de intoxicação infantil estão ligados à ingestão acidental de medicamentos armazenados em casa de forma incorreta. Os analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios estão entre os que mais intoxicam.


O AUTOCUIDADO COMO ALÍVIO DA MENTE

Foto_ Eduarda Batista

Dentro de casa, as pessoas criaram uma rotina de autocuidado como forma de aliviar o estresse e a ansiedade, que atingiram não só a mente, como também o corpo. O interesse crescente por cosméticos e produtos de beleza é um reflexo disso. A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) revelou que, comparado com agosto do ano passado, os cosméticos anti sinais apresentaram alta de 13,4%. Os produtos para a região dos olhos cresceram 16,9%. Já as máscaras faciais registraram aumento de 27,2% em valores de vendas.

Assim como o sono serve de alerta de que o corpo precisa de descanso, a pele encontra sua forma de avisar de que algo não vai bem. Logo, a rotina de skincare faz parte de um processo de autocuidado e autoconhecimento, todavia é muito importante, antes de utilizar qualquer produto, sempre consultar um especialista da área.


A dermatologista Dra. Heather Woolery-Lloyd relata à marca de cosméticos Sallve que "Um dia de pele ruim pode afetar tremendamente a autoestima de uma mulher. Em alguns casos, algumas pacientes já me contaram que uma crise de acne severa pode impedi-las até de ir para a escola ou trabalho."


O CRESCIMENTO DE PEDIDOS POR DELIVERY


Com certeza quem ainda não estava familiarizado com o termo Delivery, passou a conhecê-lo e até a utilizá-lo, sobretudo durante a pandemia. O termo foi difundido principalmente por causa dos restaurantes que aderiram aos apps de entrega, como o Ifood e o Uber Eats, porém hoje em dia o delivery está cada vez mais presente em empreendimentos de diversas vertentes, e abrange lojas de pequenos e grande portes, de diversos segmentos como lojas de roupa, maquiagem, artigos de festa e decoração, entre outros.


O crescimento do mercado de entregas nos últimos meses também é justificado pelos novos hábitos devido à pandemia. É estimado, após uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, que em 2020, 47% dos brasileiros aumentaram as compras on-line, sendo o setor alimentício, sem dúvidas, o que mais cresceu.


Apesar do termo delivery estar focado mais nos alimentos, na pandemia as empresas adaptaram essa prática, tornando viável a entrega de praticamente todo tipo de produto, facilitando a vida do consumidor.


Essa nova prática surgiu por necessidade básica e também contribuiu para que novos empresários surgissem e/ou se reinventassem no mercado criando, a partir das redes sociais, sua própria fonte de renda. Já do lado do consumidor, a prática é vista como positiva, pois implica dizer que não será necessário sair do seu conforto do lar em tempos tão difíceis para a saúde pública.

FICHA TÉCNICA:

Fotografia: Maria Eduarda Santos, Maria Eduarda Batista e Maria Luiza Farias

Texto: Maria Eduarda Batista e Maria Luiza Farias

Pós-Produção: Maria Eduarda Batista e Maria Luiza

Modelo: Ana Paula Aguiar

Monitoria e redes sociais: Oma Roxana , Andresa Alves e Louise Viana

Supervisão Editorial: Rostand Melo


*Fotoilustrações na pandemia:

O Coletivo F8 optou por produzir matérias do gênero “ilustrações fotográficas” durante a pandemia como forma de manter a produção dos estudantes de fotojornalismo da UEPB respeitando os protocolos de distanciamento social. As fotoilustrações permitem ao fotógrafo criar uma cena com o objetivo de representar visualmente um tema ou pauta. O uso de objetos, cenários e, em alguns casos, edição de imagens é comum neste gênero.


18 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo