• Bruna Couto, Isabel Costa

Poluição ambiental: Descaso governamental ou falha ética?

Atualizado: Ago 4


Desde os primórdios a humanidade enfrenta problemas no que se diz respeito à coleta e descarte do lixo. As mais antigas civilizações já se questionavam sobre o destino de objetos descartáveis, e ainda hoje, mais restritamente no Brasil, cerca de 250 mil toneladas de lixo são produzidas diariamente sem um destino final certo.



Mesmo havendo coleta regular de lixo na maioria das cidades brasileiras, os objetos são jogados pela própria população em ruas, praças e terrenos baldios, evidenciando a existência de uma problemática ética, intrínseca na cultura do brasileiro. Em Campina Grande, na Paraíba, esta situação é evidenciada em vários bairros, prejudicando a saúde física e ambiental dos moradores e da cidade, respectivamente.

Em locais periféricos, o descarte incorreto do lixo é ainda mais visível. Canais a céu aberto são considerados recipientes de resíduos sólidos, e estes, entopem as encanações, resultando em enchentes em épocas chuvosas. O bairro do José Pinheiro, em Campina Grande, infelizmente, pode ser usado como exemplo para ilustrar a gravidade do problema. Em fevereiro deste ano, uma grande parte das casas localizadas na periferia do bairro foi afetada pelas águas sujas do canal que ‘sangrou’ depois de uma forte tempestade. Mesmo com a situação, os morados não se conscientizaram e, quase cinco meses após os transtornos, ainda é possível observar o descaso ambiental


A menos de 10km de Campina Grande, na cidade de Lagoa Seca, a realidade não é diferente. Reformas governamentais inacabadas resultaram na abertura de esgotos e em danos nas tubulações. Para além destes fatores, uma parte da população mostra ser inconsciente dos danos causados à saúde pela exposição de lixos e dejetos a céu aberto, não achando impedimentos para jogarem lixos e desviarem fossas para as ruas.


O desinteresse da população em manter a cidade limpa reflete, para além de dados, em prejuízos. A engenheira ambiental Rayane Rodrigues afirma que a cidade de Campina Grande só atende aos pré-requisitos necessários ao saneamento básico, "deixando a desejar" por não possibilitar o tratamento correto em redes de esgotos e coletas de lixo. A especialista acrescentou ainda que a falta de bons costumes e educação por parte da população brasileira no geral, dificultam cada vez mais a problemática apresentada, uma vez que a mesma precisa de políticas públicas voltadas para armazenamento, separação e coleta dos resíduos para ser solucionada.


O contraste entre o descaso ambiental por parte do governo e da população, ilustram uma grave situação de cunho político e social, que, ao passar despercebida, ocasiona problemas sanitários, físicos e principalmente, éticos. Esteticamente, as cidades também ficam poluídas e, para além das imagens, a realidade da população campinense, lagoasequense e, em suma, brasileira, é seriamente prejudicada.


FICHA TÉCNICA: Fotos: Bruna Couto, Isabel Cristina, Helena Souto e Sara Isabelly. Reportagem: Bruna Couto, Isabel Cristina, Helena Souto e Sara Isabelly. Edição de texto: Bruna Couto. Pós produção: Bruna Couto e Sara Isabelly.


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