• Filipe Assis, Joanderson Lucas, João Cardoso

Futebol e Feminilidade: a quebra de paradigmas como regra

Atualizado: Set 8


Bianca Alcântara, estudante de Ciências Contábeis, é apaixonada por futebol e entre cliques nos conta como enxerga esse meio e como se vê inserida nele

Bianca Alcântara de 19 anos, campinense de nascimento, mas trezeana de coração é a representação de algo que não é muito usual, mas deveria. No país considerado do futebol, ainda há pouquíssimo espaço para o brilhantismo das mulheres no esporte. Além, é claro, do machismo institucionalizado.


Não há dúvidas que Marta Vieira da Silva, mais conhecida como Rainha Marta, é a figura que mais representa o símbolo da mulher no futebol feminino no Brasil. Marta, atualmente, é atacante do Orlando Pride, nos Estados Unidos, e foi considerada pela sexta vez em um evento organizado pela FIFA, em Londres; a Melhor Jogadora do Mundo em Setembro de 2019, igualando em premios o jogador Messi (Bar - ESP) e superando Cristiano Ronaldo (Juv - ITA).


Mesmo com a representação feminina fortíssima no esporte, a visibilidade, os salários, deixa muito a desejar quando comparados os valores altíssimos que a modalidade masculina tem alcançado. O incentivo ainda é mediano às práticas femininas no futebol e ainda tem muito preconceito e esteriótipos em torno na mulher que joga. Bianca, diferentemente, nos conta que teve apoio.

  • Houve algum incentivo pra você praticar esse esporte? De quem?

Houve sim, o meu professor de educação física precisava de um time pra competir, e as meninas não queriam participar, então ele viu que eu me esforçava pra estar lá e ele começou a me incentivar pra eu ir mais vezes e não faltar aula. Nisso passei uns 3 anos treinando com ele e fui jogar pelo Pedro Serrão.

  • Quais são os seus ídolos no futebol/futsal? E o que cada um representa em particular pra você?

A Marta (atual melhor jogador do mundo) em especial por ser mulher e por mostrar que futebol não é só esporte de homem, ela é demais, eleita a melhor jogadora do mundo. Ela também me representa na força e na coragem pra enfrentar o que dizem não ser coisa de mulher e o BH (Bruno Henrique FLA - BRA) pelo talento incrível que ele tem, pela história e superação dele.

  • Você sendo mulher e estando envolvida com esportes considerados "masculinos" você percebeu algum empasse?

O empasse é que em jogos somos vistas como frágeis e inferiores, os homens nos veem como se não pudéssemos jogar tão bem quanto eles (ou até melhor) por sermos mulheres.


  • O que você considera necessário para que haja uma maior valorização e visibilidade da mulher no meio esportivo?


Por ser considerado um esporte masculino, o futebol/futsal se torna muito complicado para que mulheres se mostrem. Acho que as próprias mulheres devem apoiar umas as outras para que a visibilidade feminina nesse meio cresça ainda mais. A televisão tem que abrir espaço, nós mulheres temos que incentivar o esporte feminino, as torcidas tem que mostrar sua força...


  • Acompanhou a copa do mundo feminina que foi disputada esse ano na França? Achou que foi diferente das demais por ter tido uma maior publicidade e ser televisionada pela Globo?

Eu não acompanhei muito, mas só pelo fato de um canal aberto televisionar os jogos isso já é um grande passo para o reconhecimento do futebol feminino.




Ficha Técnica

Redator(a): Maria Beatriz de Oliveira

Repórteres: Filipe Assis, Joanderson Lucas, João Cardoso, Maria Beatriz, Pedro Araújo e Vilmara Helena

Fotógrafos: Filipe Assis, Joanderson Lucas, João Cardoso, Maria Beatriz, Pedro Araújo e Vilmara Helena

Produtor (a) : Joanderson Lucas

Supervisão Editorial: @rostandmelo

Monitoria: @willyaraujo17


#FutebolFeminoJornalismoMulhernoEsporte

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