• Larissa Moura e David Henrique

Por trás de um trabalho online, existe uma jovem empreendedora

A pouca idade nunca foi barreira para um bom empreendedorismo. Formada em Design de Moda, a jovem pocinhense e empresária Brenna Policarpo de Oliveira de 22 anos é prova disso.


O empreender para Brenna Policarpo, 22 anos, era algo distante e ao mesmo tempo muito perto. Afinal, antes de garantir o diploma de Design de Moda, ela já trabalhava como maquiadora autónoma e sonhava com seu salão.


“Tinha uma vontade muito grande de ter meu próprio salão, com minha identidade; ter o meu cantinho pra dizer que aquilo era meu. Queria empreender em algo que realmente fosse meu!”, Disse Brenna durante entrevista.

Ao ingressar na faculdade, Brenna enxergou o empreender com um olhar mais amplo e com ajuda da sua irmã Hellen Policarpo, também empreendedora, tiveram a ideia de colocar no mercado online, as ideias da sua mãe costureira. E a partir daí surgiu a empresa HBI, a concretização do sonho que a família Policarpo tinha de ter seu próprio negócio; com sua marca, identidade e esse olhar subjetivo de empreender.


Brenna afirma que as redes sociais são veículos importantes para um bom negócio na contemporaneidade e usa dessa ferramenta como estratégia para conquistar o consumidor; apresentando as promoções e os produtos de forma interativa. Mas, a design afirma que há desafios.


“A cada dia é uma novidade, uma atualização... então a gente tem que sempre estar buscando entender, aprender. Eu sempre digo que a rede social é um desafio. Você tem que ser constante, diferente, buscar o novo. E mostrar o porquê você está vendendo aquilo, o porquê o produto é vendável. Então, usamos vídeos nossos, mostrando tudo isso de forma divertida para mostrar que por trás do nosso trabalho online, existem pessoas”


Brenna relata que a rotina é algo importante para um bom empreendedorismo. Sua rotina tem início das 8h às 12h, pausa para o almoço e volta das 14h até concluir o esperado. Afinal, se não for os quatro (ela, sua mãe e seus dois irmãos) o trabalho não tem progresso. E para que isso aconteça, é preciso abdicar de muita coisa, aconselhou a jovem empresária.


Sabemos que todo negócio antes de dar certo, passa por uma série de adaptações e também dificuldades, e com a HBI não foi diferente. Ela lembra de como tudo começou e por tudo que passaram até os dias atuais. Exemplo disso, foi a atitude de idas de porta em porta na tentativa de venda que na maioria das vezes eram rejeitadas, pois existia o medo do novo.



"Teve sim dificuldades no começo, a gente sempre se lembra que a quantidade de metros que era comprada, era pouquíssima. Hoje, graças a Deus, a gente tem uma demanda maior e compra rolo. Então, são degraus que a gente vai subindo aos poucos e que e é importe passar por dificuldades".



A empresa HBI entrou no mercado um ano antes da pandemia. E, apesar do "novo normal" ser o online, isso já era algo pensado pela família de Brenna. Depois de muita pesquisa, conseguiram entrar no mundo virtual e apresentar para o país a marca e seus produtos.


Com a chegada da pandemia, a empresa sentiu o impacto, através da diminuição de pedidos, a falta dos materiais, fazendo com que abrisse mão de algumas produções. Além da higiene e cuidados que são fatores importantes tanto para os produtores quanto para os consumidores.


“As pessoas recebem em casa os nossos produtos, então precisava de um cuidado a mais”.

Mas, mesmo com essas dificuldades, o feedback dos clientes, que é um dos alicerces da empresa, foi positivo. Os comentários positivos impulsionam a produção e toda equipe coloca mais amor em todos os seus projetos.

"Os feedbacks é como se fossem um “CONTINUEM, VOCÊS ESTÃO NO CAMINHO CERTO!”

Brenna faz questão de ressaltar o quão bom é trabalhar com sua família; eles se completam e ajudam de uma forma singela. Isso é um dos motivos que causa esse fenômeno que é a empresa HBI. Outro passo importante é a marca e nome da empresa. Elas serão as estampas de tudo que a empresa produzir. Seja um produto, uma publicação nas redes, capa do site e etc. Através da falecida avó de Brenna, a marca surgiu.


“Minha avó sempre aconselhou minha mãe a colocar as iniciais do nome dos seus filhos, quando conquistasse seu próprio negócio. H de Hellen, B de Brenna e I de Iure. Pra gente é muito significativo, pois são os três pilares que mainha colocou no mundo"

O short moletom foi um marco nas vendas da HBI. Pensando nisso, toda equipe quis aprimorar ainda mais a peça, conseguindo levar conforto e segurança, deixando o cliente satisfeito e o retorno de compras garantido.



Como empreendedora e design de moda, Brenna já vivenciou várias etapas na sua vida profissional, altos e baixos, mas com o mesmo objetivo desde o início: oferecer o melhor ao seu cliente. Para ela, o retorno do cliente é a prova de um bom trabalho executado. E deixa como reflexão a quem pretende entrar no mesmo ramo que o ato de inovar e produzir com muita qualidade, empatia e responsabilidade diz muito sobre a empresa e toda história por trás da peça.

"Seja no seu comércio o que você queria que as pessoas fossem pra você, né?! Então, é buscar sempre o melhor, é fazer sempre o melhor. O retorno a vida dá".

FICHA TÉCNICA

Texto e fotografia: David Henrique e Larissa Moura

Edição: David Henrique

Entrevistada: Brenna Policarpo

Monitoria e redes sociais: Andresa Costa, Oma Roxana e Louise Viana

Supervisão Editorial: Rostand Melo


*Retratos remotos:

O Coletivo F8 optou por produzir retratos no formato de “ensaios remotos” durante a pandemia como forma de manter a produção dos estudantes de fotojornalismo da UEPB, respeitando os protocolos de distanciamento social. Os retratos remotos são ensaios onde os fotógrafos dirigem a cena “à distância”, por meio do uso de celulares ou outros dispositivos conectados via internet. Cada ensaio apresenta o personagem retratado com uma reportagem perfil ou entrevista.

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