• Nayara Torres

Rodoviária velha: lembranças do símbolo cultural de Campina Grande


Para milhares de pessoas que vivem ou passam por Campina Grande, o dia começa na Rodoviária Velha. É assim que é popularmente conhecido o Terminal Rodoviário Cristiano Lauritzen. Localizada em pleno centro da cidade, a rodoviária foi por muitos anos um pólo econômico muito forte. No entanto, houve uma queda gigantesca com a inauguração do novo terminal de passageiros em 1985.


Hoje, a rodoviária é marcada por lembranças nostálgicas. Todo dia chega alguém para pegar ônibus ou simplesmente comprar algo de seu agrado e é nessas chegadas e partidas que vai se dando vida a velha e linda rodoviária.


Entre barracas, padarias, salões de cabeleireiros para todos os gêneros e gente pelo calçadão, subindo e descendo, que acontece a vida por lá. A rodoviária mudou bastante depois que deixou de ser a única rodoviária e passou a ser conhecida como a rodoviária "velha". Em meio a tantas outras coisas, lá se encontra também esperança, seja de que vem para mais um dia de trabalho, como também pra quem se vai por alguns dias para sua cidade.


É no calor do povo, na agitação dos ônibus que o barulho toma conta do ambiente como diz o Seu Maurício, que está por ali a 30 anos, e que pra diminuir um pouco o barulho coloca tampões no ouvido. Entretanto, em meio a tudo isso encontra-se vontade pra ir sobrevivendo com sua barbearia tradicional, onde a princípio é bastante frequentada e repleta de objetos antigos com um significado enorme para ele.


Em meio a uma era digital, mais um detalhe nostálgico chama atenção entre os becos da rodoviária. É a lojinha de discos de vinil do Seu Ginaldo. É impressionante que só de olhar para aqueles discos sente-se uma saudade boa do tempo que se podia escutar músicas nos aparelhos de vinil, as radiolas.


E o que falar quando vem na memória as bonecas de antigamente, quando eram feitas à mão, que a vovó costumava fazer. Numa lojinha estreita cheia de bijuterias do Seu Luís, se pode observar uma variedade de objetos que consegue se recriar um passado doce.


E quando se fala em comida, a lanchonete do Seu Alceumo chama à atenção dos que passam por ali. São quase 40 anos de cafezinhos entregues, com um pique e uma alegria de dar inveja, sempre sorridente. Já presenciou vários problemas em seu estabelecimento, contudo, não perde a esperança de dias melhores, ele conta que já foi assaltado mais que sempre agradeceu a Deus pelo seus livramentos. Lugar que tem cheirinho de infância, com tantos bolos diferentes fica até difícil de escolher um sabor e completar um cafezinho pra começar bem o dia.


A rodoviária já foi palco para muitas histórias, milhares de pessoas já passaram por ela, principalmente quando era a única estação de onde saiam ônibus para todo o Brasil. A demanda era maior e o movimento de pessoas também. De qualquer forma, a Rodoviária Velha permanece de pé com seus pilares e sua estrutura muitas vezes curiosa, que dia após dia é cheia de chegadas e partidas.

Ficha técnica:

Reportagem e fotografia: Aislany Nóbrega, Nayara Torres e Sabrina Valentim

Edição: Sabrina Valentim

Monitoria: Joyce Lima

Supervisão editorial: Rostand Melo

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Rostand Melo (DRT-PB 2717)

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