Tradições culturais na Vila Sítio São João: Amar para preservar
- Angellyka Kelly, Bruna Tiburtino, Débora Macedo
- 13 de nov. de 2018
- 2 min de leitura

São as tradições culturais que diferenciam os povos e que caracterizam uma região e é na cultura se revela a identidade de um povo e as marcas das suas lutas e conquistas.
Preservar as tradições culturais de um povo é portanto, reacender nas futuras gerações amor pela própria história mantendo-as vivas não só no imaginário, mas nos costumes, nas danças, nas festas, nas músicas.
Um passeio à Vila Sítio São João te convida a viajar no tempo. Trata-se de um museu à céu aberto que nos permite dar significação e cor às histórias que lemos nos livros, ouvimos de nossos avós e que viviam no nosso mundo de fantasias.
Igreja Matris
João Dantas, idealizador do local, afirma ter uma relação íntima com as artes cênicas, mas uma paixão especial por cenografia, motivo pelo qual é tão cuidadoso com a ambientação do Sítio, que cumpre a função de nos transmitir o legado deixado pelos nossos antepassados.
O sítio, na sua singeleza, é uma colcha de retalhos de cada época vivenciada pelo nosso povo e reproduz no seu ambiente a casa de farinha, as "budegas", os meios de transportes, mobílias, ferramentas e utensílios domésticos. Assim, a vila é constituída de retratos de diferentes momentos.
É também através do seu João que conhecemos a história da Vila Sítio São João. Para ele, o sítio configura uma junção de todas as suas vivências, sendo imprescindível o envolvimento pessoal de cada um com a história para fortalecer a cultura.
“Eu tenho o direito de gostar dos Beatles, dos Rolling Stones, do ‘Mike’ Jackson, mas eu tenho que preservar a cultura de Luiz Gonzaga, das quadrilhas juninas, do xaxado, do baião, da literatura do cordel que é magnífica” enfatiza seu João.
Fogueira de São João
A visita à Villa Sítio São João é indispensável para que cada um tenha a possibilidade de desenhar o seu próprio retratado das histórias ouvidas, é uma forma de encorajar o carinho com a arte do seu povo e mostrar como a cultura se entrelaça com a vida.
Essa é a conexão que valida a nossa história. Seu João, que esbanja tanta simpatia quanto o lugar por ele recriado é pontual em finalizar: “Eu não fiz nada, eu retratei tudo o que eu vi e vivi ao longo da vida, esse lugar é uma espécie de passadas, as passadas dos seus vós, dos bisavós, cabe a cada um refazer esses passos”.
FICHA TÉCNICA:
Fotografias e reportagem: Angellyka Kelly, Bruna Tiburtino, Débora Macedo, Larissa Pessoa, Teresa Raquel, Silvio Costa.
Texto final e edição: Débora Macedo.
Monitoria: Dalisson Markel
Supervisão editorial: Rostand Melo




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